sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Pesquisa com árvores em cabeceira de rio


Projeto Biomas lança experimento com foco social e econômico em cabeceiras de drenagem para uso de pequenos produtores rurais





Além das pesquisas ambientais realizadas com árvores nas propriedades rurais, os pesquisadores do Projeto Biomas planejam lançar um novo experimento. Desta vez, com foco social e econômico, em cabeceiras de drenagem para atender anseios de pequenos produtores rurais.

O novo experimento, que será lançado em 2014, sob o ponto de vista social, vai criar demandas específicas na propriedade rural ao longo do ano, gerando maiores condições de emprego de mão-de-obra por mais tempo no campo.

As espécies arbóreas nativas, utilizadas no experimento, poderão ser usadas para suprir as demandas na própria propriedade. O excedente pode se transformar em renda. “O pequeno produtor, além de preservar seu recurso hidrológico, a fauna e a flora, ainda poderá ter esse ganho social e econômico de forma pluralizada. Ou seja, atividades lucrativas independentes dos componentes agrícola e pecuário”, conta Dr. Gustavo Curcio, idealizador do projeto e Coordenador Nacional do Projeto Biomas na Embrapa.

Segundo o pesquisador, o Código Florestal Brasileiro prevê que pequenos produtores possam utilizar, de forma sustentável, a vegetação presente em nascentes e rios.



Neste novo experimento, serão utilizadas aproximadamente 30 espécies nativas do cerrado, as quais, além de atenderem aspectos essencialmente ambientais, também servirão para diferentes fins: fruteiras, madeira para construção, movelaria, poste, ponte, carvão, lenha, cerca, entre outros. A diversidade de espécies permitirá diversos usos para a propriedade rural.

“Com as recorrentes demandas de mão de obra e respectivos ganhos o ano todo, pode-se pensar em menores taxas de êxodo rural. Com a profissionalização desses serviços no campo, os produtores não precisam partir para as cidades”, destaca Dr. Gustavo Curcio, Coordenador Geral do Projeto Biomas na Embrapa.

O IBGE aponta a população rural brasileira com 15,64%, quase 30 milhões de habitantes, segundo o censo de 2010.





SOBRE O PROJETO BIOMAS


O projeto Biomas, fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é uma iniciativa inédita no Brasil e tem como objetivo identificar formas sustentáveis para viabilizar a propriedade rural brasileira. Os estudos estão sendo desenvolvidos nos seis biomas brasileiros. O Projeto Biomas tem o apoio do SEBRAE, Monsanto, John Deere e Vale Fertilizantes.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Produtores de mel de Barão buscam parceria do Senar-MT


O sonho de aumentar a produção de mel em Mato Grosso está cada vez mais perto de se concretizar






O sonho de aumentar a produção de mel em Mato Grosso está cada vez mais perto de se concretizar. É o que diz o presidente da Associação de Agricultores Familiares e Produtores de Mel da Comunidade de Piúva, município de Barão de Melgaço (109 km de Cuiabá), Wagner Marcoski. A expectativa se deve a escolha da comunidade pelo Rotary Clube Taiamã, de Cuiabá, para participar do projeto de ampliação da produção do mel.

Porém, para isso ocorrer é preciso investir em qualificação e capacitação. Os parceiros já procuraram o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) para ministrar os treinamentos para capacitar e qualificar os trabalhadores rurais.

Marcoski conta que este sonho começou a se concretizar em 2012 com qualificações do Senar-MT na comunidade de Piúva, em 2013, 31 pessoas participaram do Pronatec do Senar- Apicultor. Os treinamentos foram realizados pelo Sindicato Rural de Cuiabá em parceria com a prefeitura de Barão de Melgaço, governo federal e o Senar-MT. Para ele, o conhecimento em Apicultura colaborou para a escolha da comunidade no projeto.

"Estamos com uma grande expectativa, pois há mais de dois anos estamos investindo para melhorar a produção e a qualidade do mel em nossa região", diz.

A comunidade produz cerca de 200 quilos do produto por ano, mas a meta é chegar a 2,5 toneladas, ampliando as atuais 300 colmeias para 1500 caixas de abelhas (apiários). Apesar da produção ainda ser baixa, o mel já tem contribuído para a melhoria de renda dos moradores da comunidade de Piúva. "Nosso sonho é que o recurso gerado pelo mel se torne a principal fonte de renda dos produtores", revelou Marcoski.

Todos na comunidade Piúva trabalham em função da realização deste sonho. Os lideres procuraram o Senar-MT é já começaram a conversar sobre as possíveis parcerias para o próximo ano. O supervisor do Senar-MT, Natalino Márcio Viana conta que a instituição foi procurada para fechar termo de cooperação técnica com os parceiros para ofertar qualificações às comunidades envolvidas no projeto.

"Já começamos a conversar. O Senar tem know how com os treinamentos da cadeia produtiva da apicultura e nosso principal objetivo é qualificar e capacitar o produtor rural”', comenta Viana.

O Rotary investirá cerca de R$ 85 mil na compra de apiários, maquinários, reforma da Casa do Mel sediada em Barão de Melgaço. Futuramente o projeto prevê a criação da Escola da apicultura no local. "Ao todo serão 11 comunidades beneficiadas, atendendo mais de 160 famílias", revela o coordenador da área de serviços comunitários do Rotary, Djacir Ramalho.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Propostas para Convivência com o Semiárido de Pernambuco – ASA/PE – 2014





Neste documento a Articulação no Semiárido em Pernambuco - ASA-PE apresenta um conjunto de ações/atividades para o Plano Estadual de Convivência com o Semiárido de Pernambuco. Este é um produto do esforço coletivo do conjunto de organizações que compõem a Articulação no Semiárido em Pernambuco - ASA-PE e MST visando à integração de políticas e ações de convivência com o Semiárido em prol da melhoria da qualidade de vida das famílias agricultoras e camponesas e do fortalecimento dos processos de gestão e organização social, contribuindo, assim, para o desenvolvimento rural sustentável na região.
O projeto reúne um conjunto de ações e atividades ancoradas em sete eixos estratégicos de ação, articulados e interdependentes entre si, sendo:

1)    Universalização do acesso a água para consumo humano e para produção de alimentos. 
2)    Combate à desertificação e monitoramento climático
3)    Educação contextualizada
4)    Valorização dos conhecimentos locais e tradicionais
5)    Política de agroecologia (comercialização e ATER)
6)    Democratização da terra e regularização fundiária
7)    Marco regulatório para entidades da Sociedade Civil.


SOBRE A ARTICULAÇÃO NO SEMIÁRIDO DE PERNAMBUCO- ASA-PE

Histórico da ASA-PE


A Articulação no Semiárido de Pernambuco - ASA-PE é um fórum composto por 268 organizações da sociedade civil de Pernambuco, envolvendo Organizações Não Governamentais - ONG´s, Sindicatos, Associações, Igrejas, Pastorais, Cooperativas, entre outros, que se articulam visando a elaboração, execução, avaliação e monitoramento de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar em Pernambuco, a partir de estratégias e propostas de desenvolvimento agroecológico e convivência com o Semiárido.

Sendo uma entre as 11 articulações estaduais que compõem a Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA Brasil, em 2009 a ASA-PE completa 20 anos de luta e mobilizações, pautando debates sobre a Convivência com o Semiárido no cenário político Estadual, Nacional e Internacional, visando ações pela construção de um Semiárido mais justo do ponto de vista político, econômico, social e ambiental.

Motivada pelo enfrentamento da problemática da seca no nordeste, essa articulação foi lançada no ano de 1989, enquanto “Fórum Pernambucano de Enfrentamento à Problemática da Seca”, na cidade de Serra Talhada. O “Fórum Seca”, como ficou conhecido, buscava respostas à forma tradicional do Estado em lidar com o Semiárido, especialmente com as estiagens, sendo considerado um marco histórico na luta por políticas públicas permanentes para o desenvolvimento do Semiárido brasileiro.
O pioneirismo e o sucesso do Fórum Seca motivaram a criação de outras articulações estaduais, como a FOCAMPO, no Rio Grande do Norte e a Articulação do Semiárido Paraibano, até culminar na criação da Articulação no Semiárido Brasileiro, a ASA Brasil.

Entretanto, em meados de 1995 o Fórum Seca que vinha passando por um processo gradativo de enfraquecimento, termina sendo desativado, apesar do sucesso na mobilização da sociedade civil pernambucana.  Esta continua atuante no Semiárido, no entanto apenas com ações de natureza esporádica, reativas às secas e a outras crises, e sem perspectivas de um movimento permanente, de longo-prazo.

Esse cenário começa a se alterar a partir de 1999, quando da Conferência das Nações Unidas Sobre Desertificação e Seca - COP III, realizada em Olinda-PE, que se constituiu um forte motivador para a rearticulação da sociedade civil atuante no Semiárido brasileiro. Às vésperas da Conferência, várias entidades pernambucanas se unem a entidades de outros Estados e organizam o Fórum Paralelo à COP III que praticamente “roubou” a cena do evento oficial tendo um forte destaque junto à mídia nacional.

Do evento paralelo à COP III surge a Articulação no Semiárido Brasileiro ASA, e consequentemente a articulação da ASA-PE, que começa a ganhar corpo a partir do início de 2001. O sucesso da ASA-PE traduz-se em sua capacidade atual de articular a sociedade civil em torno de temas importantes como é o caso da educação contextualizada para a convivência com o Semiárido, da agroecologia, do combate à desertificação e da segurança hídrica e alimentar, dentre outros.


As principais ações desenvolvidas e em desenvolvimento e seus resultados


Com a intenção de fortalecer a articulação das organizações da sociedade civil no estado de Pernambuco, a ASA-PE tem implementado suas ações a partir de três estratégias principais:
1. Articulação e gestão de políticas públicas, a partir da discussão, elaboração, execução, monitoramento e avaliação de políticas públicas na linha da convivência com o Semiárido em parceria com o poder público (Federal, Estadual e Municipal);
2. Espaços de execução, monitoramento e avaliação dos programas próprios da Articulação no Semiárido, a exemplo dos Programas de Formação e Mobilização Social: Um Milhão de Cisternas- P1MC e Uma Terra e Duas Águas - P1+2;
3. O fortalecimento das dinâmicas de articulação com a sociedade civil e outros Movimentos Sociais. A ASA PE participa e apóia mobilizações e lutas sociais voltadas para a defesa dos direitos de cidadania no Estado e no País.
Essas três estratégias são centradas numa dinâmica de comunicação interna e externa, baseada na participação, transparência, interatividade e agilidade na circulação de informações, discussão de fatos, idéias e propostas relacionadas ao desenvolvimento humano e sustentável no Semiárido. Essa dinâmica se concretiza partir da promoção de Encontros Estaduais, reuniões, visitas de intercâmbio, oficinas, sistematização de experiências, entre outras.
Atualmente os dois principais projetos que ocupam as organizações-membro, em torno da ASA-PE, e das outras articulações estaduais, sendo: o P1MC e o P1+2. O P1MC apresenta tem como meta principal construir, com a participação das comunidades beneficiárias e de parceiros doadores, um milhão de cisternas rurais no Semiárido brasileiro.
Apresentam, enquanto objetivos comuns o P1MC e o P1+2:
ü  Propiciar o acesso descentralizado à água para consumo humano (P1MC) e produção de alimentos (P1+2) de origem vegetal e animal ás famílias;
ü  Fortalecer a sociedade civil para implementação do programa;
ü  Criar mecanismos que promovam a participação de todos os atores envolvidos na gestão do programa e no controle social;
ü  Melhorar a qualidade de vida das famílias agricultoras da região semiárida, especialmente crianças, mulheres e idosos;
ü  Fortalecer as organizações da sociedade civil envolvidas na execução do Programa, visando garantir as condições necessárias ao desempenho eficaz e eficiente do P1+2;
ü  Implementar um processo de formação que considere a educação para a convivência com o Semiárido e a participação nas políticas públicas;
ü  Difundir, no conjunto da sociedade brasileira, uma correta compreensão do Semiárido brasileiro.
Além desses objetivos, o P1+2, que vem se desenvolvendo a partir das dinâmicas sociais existentes integradas às iniciativas da ASA, visa a garantia da chamada “segunda água”, de forma complementar ao P1MC, para produção de alimentos saudáveis no Semiárido, em busca da segurança alimentar e nutricional das famílias. E apresenta além dos citados, os demais objetivos:
ü  Garantir segurança e soberania alimentar e nutricional às famílias que vivem no Semiárido;
ü  Valorizar as experiências de inovação tecnológica de agricultores e agricultoras;
ü  Possibilitar a troca de conhecimentos entre agricultores e agricultoras através de intercâmbios;
ü  Sistematizar as experiências exitosas de convivência com o Semiárido;
ü  Gerar renda monetária e não monetária, de origem agrícola e não agrícola as famílias agricultoras do Semiárido brasileiro envolvidas diretamente no Programa.
Enquanto resultado da ação desses Programas e suas propostas inovadoras, a ASA tem contribuído com o Brasil no cumprimento das Metas do Milênio, estabelecidas pela ONU em Setembro de 2000. Em seu conjunto essas ações resultam num conjunto de impactos positivos tanto para as famílias como para as organizações que atuam na região, por serem pautadas coletivamente, com a adoção dos princípios da agroecologia, a valorização dos saberes e conhecimentos de agricultoras e agricultores e suas organizações e suas inovações técnicas, o fortalecimento de seus processos de autonomia e protagonismo, as dinâmicas geradoras de processo e interações entre as famílias, o fortalecimento das dinâmicas de organização local como as comissões municipais, outras redes e articulações, e as estratégias de estimulo à participação das famílias no planejamento, execução, monitoramento, sistematização e avaliação dos projetos e atividades.

Nessa perspectiva, além da garantia do acesso à água para consumo familiar e produção de alimentos, essas ações resultam em mudanças reais nas relações locais e regionais de poder, gerando autonomia das famílias frente ao acesso e disponibilidade de água, antes forçadas a permanecer no centro de relações clientelistas e paternalistas diante da demanda por água que caracterizaram historicamente as relações políticas no Semiárido. Outro resultado importante refere-se ao estímulo à participação da população na construção das estratégias de convivência com o Semiárido, pautadas a partir do conjunto de suas experiências acumuladas, com garantida de uma participação eqüitativa de gênero nas atividades diretas de planejamento, execução, gestão, monitoramento e avaliação das ações.

Nesse aspecto um resultado que merece destaque é a forte participação das mulheres na gestão das ações desenvolvidas pela ASA-PE, além da constituição do grupo de trabalho sobre gênero – GT Gênero, que tem garantido o fortalecimento desse debate nas ações desenvolvidas pelo conjunto das entidades. No campo da comunicação, a existência de comunicadores/as populares/as nas regiões tem se constituído uma estratégia positiva de trabalhar a comunicação como estratégia política, potencializando e fortalecendo os espaços de comunicação social, via programas de rádio e boletins de experiências, entre outros. Estes últimos têm possibilitado a circulação de informações pautada num processo de valorização do conhecimento construído e acumulado pelas famílias agricultoras, e possibilidade de irradiação mais ampla das experiências e tecnologias de convivência com o Semiárido.

JUSTIFICATIVA


Propor estratégias e ações integradas de Convivência com o Semiárido não se constitui tarefa simples, visto que implica em construir elementos específicos para uma realidade específica, recheada de particularidades que precisam ser conhecidas e consideradas.

Ao falar em Semiárido, estamos nos referindo a uma região marcada, além de suas características climáticas, geofísicos ou naturais, por um conjunto de especificidades culturais, simbólicas, históricas, sociais e políticas, que exige, antes de tudo, a apreciação das varias estratégias de convivência construídas e acumuladas pelas famílias agricultoras no Semiárido ao longo da história.

No Brasil, a área de abrangência do Semiárido, conforme o Ministério da Integração Nacional – MIN (que considera pelo menos três critérios técnicos, sendo precipitação pluviométrica, índice de aridez e risco de seca), é de mais de 980 mil quilômetros quadrados e envolve 1.133 municípios[1], sendo que sua população corresponde a aproximadamente 13% da população do país, e 46,5% da Nordestina[2].

Fala-se de uma região marcada por profundas desigualdades econômicas e sociais, onde, como destaca Silva (2008) mais de 82% dos municípios com mais de sessenta por cento da população total no Semiárido apresentam baixo Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, não havendo nenhum município no Semiárido brasileiro em que se encontre o IDH em sua faixa mais elevada (entre 0,8 e 1,0).

Essa situação se repete em relação ao estado de Pernambuco, onde aproximadamente 66% dos municípios estão localizados no Semiárido, ou seja, 122 municípios, conforme dados do MIN, abrangendo 88% do território do Estado, ou seja, uma área de quase 87 mil quilômetros quadrados.

No Semiárido pernambucano convivem 40,9% da população do Estado, ou 3.236.741 habitantes, sendo grande parte dessa população (41,4%), habitante das áreas rurais (Brasil 2005b). Aproximadamente 78% dos municípios do Semiárido pernambucano possuem baixo IDH, sendo que a média de IDH entre esses municípios, que é de 0,61, é inferior à média encontrada na região Nordeste do Brasil (0,66), que apresenta o pior IDH entre as regiões brasileiras (Atlas 2000).



EIXOS DE AÇÃO


O Presente projeto está estruturado a partir de sete eixos estratégicos de ação articulados e interdependentes entre si, sendo:

1)    Universalização do acesso à água para consumo humano e para produção de alimentos. 
2)    Combate à desertificação e monitoramento climático
3)    Educação contextualizada
4)    Valorização dos conhecimentos locais e tradicionais
5)    Política de agroecologia (comercialização e ATER)
6)    Democratização da terra e regularização fundiária
7)    Marco regulatório para entidades da Sociedade Civil.

Como centro de referência para a elaboração dos eixos a ASA-PE parte da necessidade de construção de estratégias de Convivência com o Semiárido pautadas nos princípios da agroecologia.

A Convivência com o Semiárido é compreendida aqui, conforme Silva (2008), enquanto um desafio: “o de construir o sentido da convivência”. Isso pressupõe que uma convivência sustentável no Semiárido depende da construção de uma nova mentalidade em relação à suas potencialidades e limites, que resultem alterações nas práticas degradadoras dos seres humanos e da natureza.


[1] Inseridos nos 09 Estados no Nordeste do Brasil (Alagoas (AL), Bahia (BA), Ceará (CE), Maranhão (MA); Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN) e Sergipe (SE)), além do Norte de Minas Gerais (MG) e Espírito Santo (ES).
[2] Fonte: (Brasil, 2005b). A população total no semiárido é de 20.858.264 habitantes (BRASIL, 2005b).

Curso de doce, iogurte e queijo em Poço Fundo

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico Agricultura e Meio Ambiente Está promovendo mais um curso que está sendo ministrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR, doze pessoas ligadas a atividade de produção de doces passarão a semana estudando o processo de fabricação de queijo, iogurte, doces e geleias. O curso está tendo total apoio da subprefeitura de Poço Fundo e a turma está na expectativa de aumentar sua renda com este aprendizado.
VEJAM AS FOTOS 








domingo, 1 de dezembro de 2013

Bioma Caatinga


O bioma Caatinga é único no mundo e ocupa no Brasil uma área de cerca de 844.453 quilômetros
quadrados, o equivalente a 11% do território nacional. Ainda pouco conhecida, a Caatinga compreende os
estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e
o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves,
177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 espécies de abelhas. Cerca de 27 milhões de
pessoas vivem na região, a maioria dependente dos recursos do bioma para sobreviver. A Caatinga tem
um imenso potencial para a conservação de serviços ambientais, uso sustentável e bioprospecção que,
se bem explorado, pode ser decisivo para o desenvolvimento da região e do país. A biodiversidade da
Caatinga ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrosilvopastoris e industriais, especialmente
nos ramos farmacêutico, de cosméticos, químico e de alimentos (MMA, 2012d).
Apesar disso, o bioma tem sido desmatado de forma acelerada, devido principalmente ao consumo
de lenha nativa, explorada de forma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias, mas
também em função do sobrepastoreio e da conversão para pastagem e agricultura. Frente ao avançado
desmatamento que chega a 46% da área do bioma, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o
governo busca concretizar uma agenda de criação de mais unidades de conservação federais e estaduais,
além de promover alternativas para o uso sustentável da sua biodiversidade, por meio de projetos apoiados
pelo Fundo Clima – MMA/FUNBIO e do Fundo Socioambiental – MMA/Caixa Econômica Federal (MMA,
2012d).
No que tange ao uso sustentável, baseado na convivência com o semiárido, destaca-se a necessidade
de ampliar a cultura ambiental, como forma de reduzir a antropização e a escassez de água, aliadas
à pressão social em decorrência do atendimento às necessidades primárias. Para além dos incrementos
sobre a agricultura familiar, importa saber como a educação ambiental se vincula a este processo. Assim,
a seleção de Boas Práticas procurou conhecer e fortalecer as experiências significativas de educação ambiental
em agricultura familiar, neste ecossistema.
Atenderam ao chamamento, organizações da sociedade civil, universidades, órgãos de governo
e microempresas, enquanto que os temas acolhidos foram educação ambiental na escola rural e geração
de renda. Nestas experiências evidencia-se a intervenção educativa para a construção de uma cultura de
convivência com o semiárido, em que a geração de renda se associa com o uso sustentável dos recursos
naturais.
As iniciativas apresentam propostas metodológicas e pedagógicas que reúnem coletivos de assentados,
agricultoras e agricultores familiares, alunos e professores, no mesmo processo pedagógico. Ressalta-
se também a forma de acompanhamento dos resultados efetivos da capacitação, onde a certificação se
dá mediante visitas técnicas e a constatação da adoção de melhores práticas, pelas famílias agricultoras.
A adoção da educação ambiental como tema central, capaz de mobilizar para a transformação de
impactos socioambientais negativos também mereceu destaque, bem como a atenção oferecida ao potencial
e aos dons das mulheres, o envolvimento das crianças, e das famílias em geral.
Vale sublinhar ainda a qualidade do conjunto das iniciativas relatadas, com contribuições significativas
em nível local e regional. Os bons resultados estimulam a continuidade e a disseminação dessas
ações educativas em agricultura familiar, voltadas à convivência com o semiárido e à valorização do bioma
Caatinga.

QUIXABEIRA COMUNIDADE RURAL QUE PRODUZ

No pé da Serra do Pará fica as comunidades de Quixabeira, Moreira e Pé de Serra, região que apresenta uma forte vocação para produção da agricultura familiar, cercada por uma intensa vegetação nativa quase intocável, é possível ver pelas estradas imensos rebanhos de caprinos que pasteiam livremente na caatinga. Há nestas comunidade um tradição de criação de perus caipira e, por incrível que pareça em plena seca há pequenas plantações de milho e outra culturas irrigadas com águas de poços artesianos, também é possível perceber grande quantidade de pés de imbú no meio do mato que na safra serve exclusivamente para pasto dos animais.






COMUNIDADE DO CARRAPICHO SE REORGANIZA

REORGANIZAÇÃO! Este é o termo que podemos utilizar para as movimentações que estão acontecendo no campo, as associações já existentes fortalecidas e cada vez mais frequentadas pelos seus associados, enquanto que em comunidades com representações desativadas há uma intensa mobilização no sentido de reativar suas entidades representativas, a sensação de dias melhores tem levados dezenas de pessoas a discutirem seus problemas nas comunidades sempre assistidas por autoridades representando o poder público.
Carrapicho mobilizada sessenta e seis sócios em reunião na noite do sábado 30/11/2013 para prestação de contas do seu primeiro mês de atividades, acomodados em um prédio público abandonado, uma das muitas escolas que foram desativadas e abandonadas, a diretoria com a mobilização da comunidade ocupa e da utilidade aos descasos promovidos por uma década de omissão na zona rural.